1.Persuasão e Manipulação
Persuadir
não é a mesma coisa que manipular. A grande diferença reside na intenção
do orador. No caso da persuasão o objectivo é apenas provocar a adesão,
apelando a factores racionais e emocionais. No caso da manipulação,
existe uma intenção deliberada de desvalorizar os factores racionais,
apelando a uma adesão emocional. O próprio discurso é baseado em falácias,
onde é patente a intenção de confundir o auditório.
As
técnicas de persuasão (manipulação ) ensinadas pelos sofistas, apesar da sua eficácia,
podem ser consideradas muito rudimentares face às aplicadas
no século XX para manipularem milhões de pessoas.
A
persuasão dos sofistas estava muito confinada às capacidades manifestadas
pelo orador. A palavra tinha ainda uma lugar central. As técnicas de
persuasão actuais, tornaram os oradores parte de uma vasta encenação, onde
se recorre a uma enorme variedade de meios para seduzir, persuadir e manipular.
O
ditador Adolfo Hitler, foi o primeiro a integrar a retórica em gigantescos
espectáculos de propaganda, produzindo um poderoso efeito hipnótico sobre os
auditórios.
Os
discursos Hitler eram cuidadosamente ensaiados. Modelações no tom de voz,
gestos dramáticos, olhares acutilantes, e expressões faciais acentuavam os momentos
mais importantes nos seus discursos. Os discursos abordavam de forma
muito emocional quase sempre os mesmos temas: o ódio aos judeus, o desemprego
e o orgulho ferido da Alemanha.
Os
locais eram decorados de forma a acentuar a sua presença. As paradas
militares, bandeiras e símbolos conferiam à sua figura e palavras uma
dimensão sobrenatural.
2.
Manipulação da Opinião Pública.
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